Uma lista de trabalho, não um relatório
Cada vendedor vê só a própria carteira: clientes que compravam e pararam. A tela não é pra olhar números — é pra abrir, escolher um cliente e fazer alguma coisa. Ela mostra quem vale a pena procurar agora, na ordem certa.
Todo cliente que entra tem um prazo
Um cliente não fica com o mesmo vendedor pra sempre. Quando ele entra na recuperação, começa a valer um prazo — enquanto ele corre, esse cliente é responsabilidade de um vendedor só. Se o prazo acabar sem ele voltar a comprar, o cliente passa pra outro vendedor tentar, com outra abordagem.
Aparece pra um vendedor, com o histórico de compras junto.
Liga, manda mensagem, registra o que aconteceu.
Abrir uma oportunidade estende o prazo — o cliente fica seguro.
Sem venda e sem negociação aberta, ele passa pra outro vendedor.
Quem aparece primeiro
A lista não é alfabética nem por valor — ela prioriza quem está esperando.
Quem tem um retorno combinado pra hoje. Se o vendedor prometeu ligar numa data, o sistema lembra sozinho.
Todo o resto, ordenado por quem está há mais tempo sem nenhum contato ou mensagem — os mais esquecidos vêm primeiro.
No topo da tela dá pra esconder temporariamente quem já foi procurado recentemente — útil pra focar em quem ainda não foi tentado hoje, sem perder ninguém de vista de verdade.
O que o vendedor já sabe sobre o cliente
Abrir um cliente na lista mostra o retrato dele — sem precisar consultar mais nada. Isso muda como a conversa começa.
Se ele já foi um cliente fiel um dia, aparece um selo mostrando isso e mais ou menos quando foi. Recuperar quem já comprou muito pede uma conversa diferente de recuperar quem sempre comprou pouco. já foi fiel
Ticket médio, número de compras, valor total já faturado com ele e há quantos dias parou. Números que dão o tamanho da conversa antes mesmo de discar.
A data da última compra do cliente em geral, e — separadamente — a última venda que esse vendedor fez pra ele. Se o vendedor nunca vendeu pra esse cliente antes, a tela avisa isso em destaque: é um cliente novo pra ele, mesmo sendo um cliente antigo da empresa.
Quantos dias faltam até esse cliente sair da carteira do vendedor, e quantas tentativas já foram feitas nesse ciclo. É o mesmo prazo explicado acima, só que aplicado a esse cliente específico.
As ações disponíveis com cada cliente
Conta o que aconteceu — atendeu, não atendeu, topou voltar a comprar, ou não quer mais. Alguns desses resultados pedem pra anotar o motivo de ele ter parado; outros não precisam.
Quando não há mais o que tentar — cliente fechou, mudou de ramo, o que for — esse resultado tira ele do rodízio de vez. Ele não passa pra outro vendedor depois.
Quando a negociação está andando de verdade, isso garante que o cliente continua com o mesmo vendedor por mais tempo, mesmo que o prazo normal dele já estivesse acabando. Se a negociação não fechar, tem duas respostas diferentes: marcar que não vai fechar — o cliente some da lista até o prazo normal vencer sozinho — ou, se a oportunidade foi aberta por engano, cancelar ela — aí o cliente volta ao ciclo normal, sem perder nada.
Combinou de ligar numa data específica? O cliente some da lista até lá, e volta com prioridade máxima assim que o dia chegar. É diferente de abrir uma oportunidade: aqui não há negociação em andamento, só um combinado de horário.
Envia direto pelo WhatsApp do cliente, com um modelo pronto ou com texto livre. Isso já conta como uma tentativa de contato — não precisa registrar de novo, e o cliente sai da posição de "esquecido" na lista como se tivesse recebido uma ligação.
Sobre engano: abrir a oportunidade errada é diferente de tentar e não conseguir. "Não vai fechar" é um resultado real do trabalho — o cliente segue seu caminho normal até o prazo vencer. "Cancelar" é um desfazer — só existe pra corrigir um clique errado, e devolve o cliente exatamente ao estado de antes.
Sugestões de produto
Além de saber quando falar com o cliente, a tela agora ajuda a saber o que oferecer. Isso vem de dois lugares diferentes, que não se misturam:
O que ele já comprava
Produtos que esse cliente específico costumava levar. Um item que ele comprava direto e sumiu do pedido é um ótimo gancho pra puxar assunto — "reparei que você não leva mais X, aconteceu algo?"
O que o segmento dele compra
Produtos que fazem sucesso entre outros clientes do mesmo tipo de negócio, mas que esse cliente nunca levou (ou levou uma vez só, há muito tempo). É a chance de oferecer algo novo com boa chance de emplacar.
A barra funciona como uma régua simples: quanto mais cheia, mais forte é o sinal — seja o quanto esse cliente comprava aquilo, seja o quanto clientes parecidos com ele compram.
Ele compra isso com frequência — é praticamente item de rotina pra esse cliente.
Comprava direto e parou de repente. Vale perguntar o porquê.
Foi um dos itens da compra mais recente dele.
Ele nunca comprou, mas é comum entre clientes parecidos com ele.
Ele já comprou antes, mas faz tempo — pode ser hora de retomar.
O que faz um cliente sair da lista
Nem toda saída é definitiva — a maioria é só uma pausa.
Você marcou um retorno
Ele some até a data combinada e reaparece no topo naquele dia. Serve pra não olhar todo dia pra quem pediu pra ligar semana que vem.
Você acabou de falar com ele
Só o filtro de dias escondendo quem já foi procurado. Ele volta quando passar o tempo que você escolheu no topo da tela.
Ele voltou a comprar
Você marcou a negociação como fechada. O cliente foi recuperado e continua sendo seu.
A negociação não vai fechar
Você marcou que não tem mais jeito por agora. O cliente sai da sua lista, mas o prazo dele continua correndo em silêncio — quando vencer, outro vendedor tenta.
Você encerrou a recuperação
Com motivo registrado. Ele não vai pra outro vendedor e não retorna ao rodízio.
O que sobra de tudo isso
Cada tentativa registrada vira informação: quantos clientes foram procurados, quantos atenderam, quantos voltaram a comprar, e quanto tempo cada vendedor levou para agir.
Mas o dado mais valioso é o motivo. Quando o vendedor marca por que o cliente parou de comprar, a empresa deixa de trabalhar com achismo. Se preço aparece em metade dos casos, isso é uma decisão comercial a tomar — não um problema de vendedor. Se o que aparece é prazo de entrega, o assunto é outro.
A sugestão de produto entra no mesmo espírito: em vez de o vendedor adivinhar o que oferecer, a tela aponta o caminho com mais chance de dar certo — seja retomar algo que o cliente já gostava, seja apresentar algo novo que faz sucesso no segmento dele.
Em uma frase: cada cliente inativo tem um dono e um prazo. O dono trabalha sozinho enquanto o prazo corre, sabe o que oferecer, registra o que descobriu, e passa adiante se não conseguir. Nada se perde entre uma tentativa e a próxima.